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A avenida Padre Nestor Sampaio deveria voltar a ser mão dupla?

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 7 de mai.
  • 2 min de leitura
Foto: Marcelle Cristinne
Foto: Marcelle Cristinne

A avenida Padre Nestor Sampaio deveria voltar a ser mão dupla? Essa é a discussão que voltou ao centro do debate após decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe determinar o retorno do fluxo em mão dupla na avenida, localizada no bairro Ponto Novo, em Aracaju. A sentença foi assinada pelo juiz Gustavo Adolfo Plech Pereira, que entendeu que a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) realizou a alteração sem cumprir etapas consideradas essenciais, como estudos técnicos suficientes, aprovação adequada nos órgãos competentes e participação efetiva da comunidade impactada.

A mudança no trânsito da via foi implementada em agosto de 2021, durante a gestão do então prefeito Edvaldo Nogueira. Na época, a Prefeitura argumentou que a transformação da avenida em mão única tinha como objetivo melhorar a fluidez e aumentar a segurança no trânsito da região. A alteração também modificou o itinerário de linhas de ônibus que circulam pelos bairros Luzia, Grageru e Ponto Novo.


A ação judicial foi movida por uma empresa da região, que alegou prejuízos ao acesso de clientes e problemas relacionados à legalidade da intervenção realizada pela SMTT. Na decisão, o magistrado também aponta que houve falta de diálogo com moradores e comerciantes afetados pela mudança, além do descumprimento de exigências previstas na legislação municipal.


Por outro lado, moradores da região relatam que o trânsito na Padre Nestor Sampaio era marcado por congestionamentos, confusão viária e maior risco de acidentes antes da implementação da mão única. Entre pessoas idosas, existe ainda um receio sobre os impactos que um possível retorno da mão dupla pode causar na mobilidade e na segurança de pedestres. Atravessar a avenida para acessar estabelecimentos como padarias, farmácias e hortifrutis poderia se tornar mais perigoso, especialmente para quem já possui dificuldades de locomoção.


Já entre os defensores da volta da mão dupla, o principal argumento é o possível aumento do fluxo de veículos na região, o que poderia beneficiar economicamente os estabelecimentos comerciais da avenida.


Mesmo reconhecendo que mudanças no trânsito devem priorizar o interesse coletivo, a Justiça destacou que intervenções desse tipo precisam seguir critérios legais, técnicos e transparentes. A SMTT informou que ainda não foi oficialmente intimada da decisão, mas afirmou que irá recorrer, sustentando que a alteração implementada em 2021 foi baseada em estudos de engenharia de tráfego voltados à segurança e à fluidez viária.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense. Com informações do G1


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