Crise entre André e Alessandro abre espaço para Edvaldo Nogueira na chapa governista
- André Carvalho

- há 20 horas
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André Moura (União), por ter em seu entorno políticos importantes, é um dos nomes mais fortes da política sergipana. Porém, sua força é de estrutura, ao se avaliar a credibilidade junto à população, o político vê que sua fraqueza é tão grande ou maior que sua força — o que lhe imputa um teto baixo de votação. Por isso, André não precisa apenas ser prioridade do agrupamento do qual sairá candidato, precisa, também, que o segundo candidato ao senado na chapa seja eleitoralmente frágil.
Atualmente, não temos um pré-candidato ao senado com vitória garantida. Rogério Carvalho (PT), Alessandro Vieira (MDB), André Moura, Adailton Souza (Podemos), Eduardo Amorim (Rep) e Edvaldo Nogueira (PDT) parecem apresentar, hoje, força semelhantes na disputa. Além deles, há nomes que aparentam ter teto mais baixo, por razões distintas: Iran Barbosa (PSOL) e Rodrigo Valadares (PL).
Nessa conjuntura, André sabe que não pode dividir chapa com alguém forte no mesmo campo de influência que o seu, sob o risco de o teto do “aliado” ser maior do que o dele e isso lhe tirar competitividade. Explico: André Moura é forte no interior, onde as características de comportamento lhe permitem maior aceitação, e fraquíssimo na capital, caso ele tenha um aliado que seja forte no voto mais pragmático do interior e conte com maior aceitação da capital, isso pode ser definitivo para sua derrota.
Nessas condições, era aceitável compor chapa com Alessandro Vieira por ele ser fraco no interior, entretanto, a atuação de Luiz Mitidieri (PSD) deu fôlego ao senador. Com a possível saída do emedebista da chapa, somente Edvaldo Nogueira parece preencher as características que permitem com que André continue competitivo.
Por mais que o nome de Rogério Carvalho esteja sendo ventilado, Edvaldo Nogueira já faz parte do agrupamento e não conta com a rejeição na família Mitidieri que Rogério tem. Além disso, o ex-prefeito de Aracaju é forte na capital, onde André não tem chances de disputa, e acaba cumprindo a função de impedir o crescimento dos demais concorrentes nesse território. Já no interior, Edvaldo não demonstra ter capacidade de crescer nos apoios dos prefeitos — cenário que torna interessante manter Alessandro no agrupamento como senador alternativo para evitar a migração de apoios do atual senador para o ex-prefeito.
Agora, resta observar o desfecho da crise no grupo governista e os cálculos que orientarão a decisão final. Diante do marasmo na disputa ao governo, tudo indica que a eleição ao Senado por Sergipe será o verdadeiro foco de tensão desta eleição.






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