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Disputa com Valmir deixou em segundo plano traição de Rodrigo Valadares a Emília Corrêa

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 27 minutos
  • 2 min de leitura

Foto: reprodução
Foto: reprodução

Rodrigo Valadares (União) está incinerando o campo bolsonarista em Sergipe. Enquanto se reivindica como o palanque legítimo de Flávio Bolsonaro (PL) e ataca bolsonaristas como Valmir de Francisquinho (Rep), articula, em Brasília, a ascensão política do maior desafeto da prefeita Emília Corrêa (Rep).


Com o vazamento — que certamente foi intencional — de nomes cogitados por Flávio Bolsonaro nos estados, surgiu Ricardo Marques como opção ao governo de Sergipe pelo grupo bolsonarista. Que esse fato incomodaria Valmir, nome mais forte da oposição ao governo de Fábio Mitidieri (PSD), é evidente. Porém, essa escolha representa também um golpe baixo contra Emília Corrêa, que vinha lutando pela pré-candidatura de Rodrigo pelo grupo de oposição.


Em reuniões recentes, segundo fontes, Emília teria decretado: não fica no mesmo agrupamento que Ricardo Marques. Sabendo disso, Rodrigo leva o desafeto de Emília para ser ungido por Flávio Bolsonaro e passa a fazer pressões públicas, questionando o valor da palavra da prefeita da capital.


Os passos de Rodrigo, em ritmo de kamikaze, demonstram o desespero de quem recebeu a liderança do bolsonarismo em Sergipe, pelas mãos de Flávio Bolsonaro, mas não tem liderados que reconheçam seu suposto direito divino. Sem o apoio do agrupamento de Valmir, no Agreste, e de Emília, na capital, as chances de vitória de Rodrigo e Ricardo são muito menores do que seriam se estivessem no mesmo campo.


A cada passo que Rodrigo dá, diminui suas chances — que já eram baixas — de ascender ao Senado. Ao trair Emília, brigar com Valmir e tomar o partido da família Amorim, reduziu drasticamente o leque de possíveis apoiamentos à sua campanha. Talvez Ricardo seja o pedaço de madeira do Titanic ao qual ele tenta se agarrar antes da derrota.


Essa sequência de passos erráticos afasta Rodrigo da relevância política. Quanto a Ricardo Marques, torna-se quase secundário nessa história. Pode até ter uma votação considerável, caso o grupo de Valmir e Emília não apresente candidato. Entretanto, parece faltar corpo para vencer e não terá força para disputar a Prefeitura de Aracaju contra Emília Corrêa. Sem mandato e sem estrutura, pode ser apenas mais um a naufragar.


Uma observação lamentável nessa história é que, apesar de Bolsonaro ter largado Emília e Valmir para agradar Valadares, ambos ainda insistem em dar palanque para um projeto que Sergipe já demonstrou rejeitar.


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