Linda Brasil é voz da esquerda numa Alese que só diz amém para o governador
- André Carvalho

- há 1 hora
- 1 min de leitura

Hoje, Linda Brasil (PSOL) é uma das vozes mais necessárias da política sergipana. Ela não veio de sindicatos, não veio de gabinetes. Veio da militância feminista e LGBTQIA+. E, por mais que tentem reduzir seu mandato a bandeiras de identidade, foi justamente essa origem que fez de Linda uma das principais ferramentas dos trabalhadores na Alese.
Assim como 90% das pessoas trans no Brasil, Linda foi empurrada pra prostituição por falta de oportunidade. Em entrevista ao Brasil de Fato, Linda relatou que chegou a se fingir de morta para sobreviver a ataques. E é nesse país violento com pessoas LGBTs que Linda Surge políticamente.
Em 2013, a parlamentar ficou conhecida por enfrentar a transfobia na UFS, onde conquistou uma portaria que garante o respeito ao nome social. Anos depois, virou a primeira mulher trans formada e mestra pela universidade. No mandato, além de enfrentar a máquina governista, ela segue tendo que combater a transfobia, agora dentro do próprio parlamento.
Por justiça, os mandatos de Marcos Oliveira, Paulo Júnior e Georgeo Passos também estiveram ao lado da classe trabalhadora. Mas Linda se destaca pelo compromisso com as minorias políticas do estado e por manter sua linha ideológica fincada à esquerda.
Me orgulha que é essa mulher, com essa bagagem, que hoje representa a verdadeira voz da esquerda na Alese. Infelizmente, a voz, no singular; mas espero que, na próxima legislatura, mais vozes da classe trabalhadora, comprometidas com o povo e não com o governador, ocupem mais cadeiras ao lado dessa deputada. Há esperança.




Comentários