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Os professores estão sendo ignorados por quase toda direita sergipana

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 18 de mar.
  • 2 min de leitura
Foto: Sintese
Foto: Sintese

Os professores estão sendo ignorados por quase toda direita sergipana. Não vi, nas redes de políticos como Ricardo Marques, André Moura, Rodrigo Valadares, Laércio Oliveira, Alessandro Vieira, Luizão, Cristiano Cavalcante, entre outros, nenhum apoio ou menção à greve dos professores. Na direita, só vi Georgeo Passos, Marcos Oliveira e Valmir de Francisquinho falando sobre o tema.

Tem nomes aí que preferem agradar Fábio Mitidieri do que o povo, como Alessandro Vieira e André Moura. Outros nomes, como Ricardo Marques, Rodrigo Valadares e Laércio Oliveira estão focados em reproduzir a cartilha da família Bolsonaro e, nessa cartilha, professor costuma ser alvo de ataque, não de apoio. E olhe que, supostamente, Ricardo e Rodrigo são de oposição a Fábio Mitidieri, e nem assim apoiam a greve.


E tem um ponto importante que muita gente ignora: a diretoria do Sintese é majoritariamente petista, mas isso não transforma automaticamente a luta do sindicato em uma luta do PT. Se fosse assim, os principais nomes do partido estariam ao lado da categoria, e não em silêncio. Outro ponto é que ser professor não é sinônimo de ser de esquerda. Existe uma diversidade ideológica enorme dentro da categoria. Agora, quando o assunto é a defesa do magistério, o que se vê, na prática, é uma direita ausente e, muitas vezes, crítica às reivindicações dos próprios professores, chegando vilanizar esses trabalhadores.


E eu sei que existem críticas ao sindicato. Acho legítimo que existam, inclusive dentro da própria categoria. Agora, usar isso como justificativa para silenciar diante da luta dos professores não se sustenta. Uma coisa é ter ressalvas, outra completamente diferente é simplesmente não se posicionar. Ah, e não se surpreenda quando, em breve, o bolsonarismo romper o silêncio sobre o magistério, não para apoiar, mas para atacar professores de escola pública, como já fez em outras ocasiões, buscando gerar engajamento e alimentar esse ódio contra a categoria.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense


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