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Presidente da Câmara de Aracaju ameaça mudar de postura caso emendas não sejam pagas

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 5 de mai.
  • 1 min de leitura

Foto: Luanna Pinheiro
Foto: Luanna Pinheiro

Ou Emília Corrêa libera o dinheiro, ou os vereadores vão começar a trabalhar. Foi basicamente isso que disse o presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Ricardo Vasconcelos. Na fala do parlamentar, fica evidente uma lógica já conhecida da política brasileira: a de que existe um controle do Executivo pelo Legislativo e, nessa relação, a prefeita só governa enquanto atende aos interesses dos vereadores.

É o velho toma lá, dá cá escancarado, sem qualquer constrangimento. Segundo Ricardo, que deve disputar a eleição como primeiro suplente de André Moura, a Prefeitura de Aracaju liberou apenas 30% das emendas parlamentares. E, embora a gestão tente sustentar que o travamento não parte diretamente da prefeita, a justificativa também soa grave. Porque, veja: se Emília manda pagar e os subordinados simplesmente não cumprem, então estamos diante de uma prefeita sem controle da própria administração.


Agora, é evidente que a Câmara tem o direito — e até o dever — de cobrar a execução das emendas. O problema é o tom da cobrança. Porque a fala do presidente da Câmara passa a sensação de que, quando há cargos, espaço político e emendas sendo pagas normalmente, os vereadores aliviam a fiscalização e facilitam a vida da prefeita. Como se o papel de cobrar, tensionar e fiscalizar só aparecesse quando alguma peça da engrenagem dos benefícios deixa de funcionar.

Matéria derivada da produção audiovisal do Sergipense


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