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PSOL oficializa candidaturas e reivindica ser o verdadeiro palanque de Lula em Sergipe

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 4 de ago.
  • 2 min de leitura
Foto: Assessoria/Linda Brasil
Foto: Assessoria/Linda Brasil

O PSOL realizou sua convenção estadual, oficializando os nomes de Helton Monteiro e Maria Izaltina para o governo de Sergipe e reivindicando para si o verdadeiro palanque de Lula no estado. O evento reuniu militantes de diversas cidades sergipanas e oficializou as chapas que disputarão vagas no parlamento pelo partido. Além do PSOL, esteve presente o partido Rede, que compõe federação com a legenda, mas que não acrescentou sequer uma candidatura às chapas.


A reivindicação de que o palanque formado pelo PSOL é o verdadeiro palanque de Lula (PT) marcou quase todas as falas e questionou a legitimidade do palanque de Fábio Mitidieri (PSD) para defender as bandeiras lulistas no estado. A crítica se deu em razão da plataforma privatista e neoliberal que Mitidieri tem construído em Sergipe, além da presença, em seu agrupamento, de forças políticas incompatíveis com o projeto de Lula.


A presença de André Moura (União) — não citado nominalmente, mas lembrado como o grande articulador que ajudou a derrubar o governo do PT em 2016 — também foi apontada como mais um fator que retira do palanque acertado pelo PT qualquer legitimidade real para se declarar o palanque de Lula em Sergipe.


De fato, o palanque que o PT construiu para Lula em Sergipe pode até ser, sob o critério burocrático, o palanque oficial; certamente, porém, não será aquele que espelhe no estado o projeto de Lula para o Brasil. Com André Moura, Alessandro Vieira (MDB), Laércio Oliveira (PP), Gustinho Ribeiro (PP), Fábio Reis (PSD) e Katarina Feitosa (PSD), Lula não governará. No palanque que o PT formou com o PSD em Sergipe, o presidente só poderá contar com quem o próprio PT levou para essa aliança. Lula dará a Mitidieri o que Mitidieri não retribuirá a Lula.


Para o legislativo, a prioridade foi eleger Iran Barbosa senador, sem menção a uma segunda opção de voto para o Senado. Mesmo sem indicar uma segunda opção, o PSOL não se posicionou como a Articulação de Esquerda, corrente do PT que declarou apoio a Rogério Carvalho (PT) e desencorajou campanha para qualquer candidato que não fosse do próprio partido. A reeleição de Linda Brasil (PSOL) e uma possível ampliação da bancada psolista na Alese também foram defendidas em todos os discursos.


O PSOL se mostrou consciente de seu papel histórico e deve defender em Sergipe um projeto de esquerda para o estado, mesmo em uma eleição na qual os demais partidos de esquerda desistiram de defender um Sergipe popular.


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