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Ricardo Marques mergulha de cabeça no bolsonarismo

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 4 horas
  • 1 min de leitura

Foto: reprodução
Foto: reprodução

Ricardo Marques, que não era nem Lula, nem Bolsonaro, agora mergulhou de cabeça no bolsonarismo, colocando bonézinho e indo participar de atos dos quais não me recordo de vê-lo participando. 

Ricardo sempre frisou estar no Cidadania, um partido de centro e sem qualquer vinculação com alas mais extremistas da direita. E, aqui, acho que ele cometeu mais um grande erro de sua caminhada política: ao cair na lábia dos bolsonaristas, Ricardo optou pelo risco de absorver uma rejeição que a todo custo evitou e isso limita sua capacidade de vitória, reforçando o que já comentei, de se tornar mera escada para Rodrigo Valadares, que irá para uma disputa muito mais pulverizada do que a de governo. 


Atualmente, temos um cenário que aponta para uma candidatura de centro-direita e neoliberal do governador Fábio Mitidieri; uma candidatura de direita de Valmir; uma possível candidatura do PSOL, que, sem aliança com o PT, não deverá conseguir se fazer competitiva ao ponto de chegar no segundo turno. Para uma nova candidatura, nesse cenário, disputar ir para o segundo turno teria que apostar numa linha que Ricardo adotava anteriormente, se afastando da polarização e se opondo ao projeto neoliberal de Mitidieri. Em vez de brigar pelo grande eleitorado sergipano, Ricardo decidiu brigar por menos de 25% dos eleitores de Sergipe que são bolsonaristas. 


Fato é que, enquanto o campo de esquerda aguarda a decepção de ver o PT com Mitidieri, a direita vivencia movimentações mais animadas em seu espectro.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense


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