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Rodrigo Valadares leva Ricardo Marques para ser o nome do bolsonarismo em Sergipe

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Foto: reprodução
Foto: reprodução

Rodrigo Valadares colocou Emília para passear e levou Ricardo Marques, o desafeto da leoa, para ser lançado por Flávio Bolsonaro como pré-candidato do bolsonarismo ao governo de Sergipe. E, mesmo assim, a mãe de Rodrigo ainda manda na Assistência Social de Aracaju. Que divida é essa, prefa?


Mas, retomando, esse lançamento mostra uma coisa que sempre pode acontecer em em partidos e movimentos políticos nacionais: a decisão pode vir de cima e ingorar as dinâmicas locais. Nesse caso, Rodrigo e Flávio demonstram que não querem um candidato que vença eleição, mas um que esteja disposto a disputar o debate de uma forma mais vinculada às dinamicas nacionais do que às questões de Sergipe. Para saber se vai funcionar, precisamos ver como será a postura do Ricardo Marques, que costuma fugir de embates diretos e sempre aposta no silêncio.


O bolsonarismo, com as vitórias eleitorais de Valmir de Francisquinho, Emília Corrêa e Laércio Oliveira, percebeu que é possível disputar com o lulismo no Nordeste e vencer. Esses resultados deram ao grupo uma sensação de força que, a meu ver, reflete muito mais o peso desses personagens e a capacidade que tiveram de driblar a rejeição que a extrema-direita ainda enfrenta por aqui. Se o bolsonarismo fosse uma força por si só, Rodrigo não estaria patinando nas pesquisas ao Senado.


Mas é fato que o bolsonarismo cresce em Sergipe enquanto enfraquece em outros estados do Nordeste. Para se ter uma ideia, as três maiores prefeituras do estado estão nas mãos da direita. No grupo de Fábio Mitidieri, boa parte do governo está a serviço da extrema-direita, com nomes indicados por André Moura, Laércio Oliveira, Alessandro Vieira e Capitão Samuel. Temos uma bancada federal com 9 parlamentares de direita e apenas 2 de esquerda.


Apesar de ter ligado a câmera para comentar esse post de Ricardo com Bolsonaro, fica um registro: enquanto a direita cresce, a esquerda não demonstra caminhar para um fortalecimento. Enquanto a direita reforça seus discursos ideológicos, o partido de Lula parece investir na quebra de sua identidade e na construção de um palanque de centro incapaz de representar um sentimento de esquerda — de esperança e confiança — que levaria o eleitor à urna com emoção. Com poucas exceções, a esquerda parece querer ser, em Sergipe, apenas uma opção para quem rejeita a direita, e não uma alternativa capaz de mobilizar esperança.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense


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