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Articulação de Esquerda lutou sozinha contra aliança com Fábio Mitidieri e poderá apoiar candidato do PSOL

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 18 minutos
  • 2 min de leitura
Foto: Giovanni Prata
Foto: Giovanni Prata

O Partido dos Trabalhadores decidiu, antes da própria militância decidir, pelo apoio ao palanque governista em Sergipe. Ao lado de André Moura (União) e Fábio Mitidieri (PSD), caminharão os quadros desse partido, mas já avisa a corrente Articulação de Esquerda (AE): “Não com o nosso voto”.

No último sábado, o PT cumpriu um rito burocrático de consulta à militância sobre o apoio ao palanque governista em Sergipe. Digo, sem medo nenhum de agredir o que hoje representa a democracia interna do partido, que foi algo meramente burocrático, porque seu resultado já havia sido anunciado semanas antes pelo presidente do partido, o senador Rogério Carvalho, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se já haviam decidido e anunciado, não havia muita esperança no ar.


A corrente Articulação de Esquerda havia lançado Caroline Rejane como pré-candidata ao governo pelo partido, um lançamento tardio e sem o apoio de qualquer outra corrente petista. As correntes lideradas por Rogério, João Daniel, Márcio Macêdo, Eliane Aquino, Camilo Daniel, Chico dos Correios e demais lideranças já haviam abraçado o caminho do governo.


O ato solitário de resistência da AE não representa um movimento sectário, como muitas vezes colocam aqueles que, em alguma medida, se apegam a algo ideológico para fazer movimentos políticos. Era um apelo à consciência do partido para respeitar o que o próprio PT disse ao povo e aos petistas nos últimos anos.


Quem mudou não foi Fábio Mitidieri. Quem mudou não foi André Moura. Nesse sentido, avaliando como trágica a aliança, a corrente não apoiará Fábio e, por consequência natural, deverá declarar apoio ao candidato do PSOL, o sindicalista Helton Monteiro.


Nos últimos anos, a AE apoiou a resistência de nomes como Rogério, João e Camilo em se oporem aos movimentos contundentes de Márcio, Eliane e Chico de submissão ao projeto de Mitidieri. Subir nesse palanque é dar como correta a privatização dos serviços da DESO, é aprovar o desmonte do Estado nas terceirizações da saúde e da educação, é virar as costas para servidores, como os professores, desrespeitados por esse governo.


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