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Cemitério de Emília Corrêa reforça imagem de prefeitura sem planejamento estratégico para a classe trabalhadora de Aracaju

Foto do escritor: André Carvalho
André Carvalho
há 11 minutos
2 min de leitura
Prefeita desapropria terreno da TV Atalaia, no Santo Antônio, que nem estava entre as áreas estudadas pela própria gestão em 2025
Foto: Vitor Samuel
Foto: Vitor Samuel

Emília Corrêa (PL) vai colocar milhões num terreno da TV Atalaia, e não é pra construir moradia popular, é pra um cemitério. Emília, a gente precisa conversar… Esse seu cemitério não faz sentido algum! Enquanto a gente pede por moradias populares em áreas bem localizadas da cidade, Emília Corrêa vai na contramão disso e desapropria um terreno no Santo Antônio, colado no Centro.

Em meio a tantos terrenos pela nossa cidade, ela foi escolher justamente um que é da TV Atalaia. É aquele tipo de coisa que a gente vê e surgem diversas interrogações na mente, porque vai contra a eficiência dos gastos públicos. Outra coisa que chama atenção é que a indenização pode chegar a 20 milhões de reais, ou ultrapassar esse valor, visto que ainda não temos a publicidade dessa informação. Tudo de acordo com as expectativas da emissora, até porque nenhum político faria algo assim com um veículo de comunicação a contragosto dele.


A escolha desse terreno para um cemitério é estranha. Em 2025, numa audiência com o Ministério Público, a própria gestão de Emília analisava áreas na Areia Branca, no Ponto Novo e no Japãozinho. O Santo Antônio nem na lista estava. Não parece uma escolha óbvia, porque esse tipo de equipamento pode ficar um pouco mais distante, enquanto os investimentos em habitação acabam jogando nossos trabalhadores para localidades mais distantes. Olha, é sem sentido algum!


Ressalto que, nessa história, há a demanda real de ampliação da nossa capacidade de sepultamento, visto que o São João Batista está no limite. O Ministério Público está na Justiça contra a prefeitura por causa dos cemitérios desde 2006 e, desde 2022, cobra a construção de um novo cemitério público. Finalmente, a prefeitura irá realizar esse investimento. Segundo a prefeitura, esse novo modelo de cemitério tem alta capacidade de absorção da demanda e conta com tecnologias de contenção de impactos ecológicos.


Mas a necessidade não pacifica o debate. Já temos o anúncio do terreno sem debate com a população, o que mostra uma prefeitura sem visão social apurada e sem compromisso real com a melhora da vida da classe trabalhadora. Emília prometeu revitalização do Centro e mais oferta de moradias, mas o passo que dá, numa desapropriação numa área bacana, é para um cemitério, e não para um espaço no qual nossa gente construa sonhos e projetos de vida.


Emília, tem decisões que eu realmente acho que bastaria parar 5 segundos para refletir antes de tomá-las, e que poupariam bastante o nosso tempo.


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