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Disseram que iam fechar a UFS e perderam

Foto do escritor: André Carvalho
André Carvalho
há 5 minutos
2 min de leitura

Foto: Adilson Andrade
Foto: Adilson Andrade

Gritaram tanto contra a UFS e perderam. A fala do presidente do PL sobre fechar a Universidade Federal de Sergipe viralizou nas redes, e quem tentou ridicularizar a universidade acabou ridicularizado, pela derrota e pela forma como se portou durante a campanha.

Enquanto isso, a UFS celebra seus cientistas. A universidade emplacou sete pesquisadores na edição 2026 da lista dos cientistas mais influentes do mundo, divulgada pela Universidade de Stanford com dados da editora Elsevier: Adriana Gibara Guimarães, Adriano Antunes de Souza Araújo, André Faro, Jullyana de Souza Siqueira Quintans, Lucindo José Quintans Júnior, Mairim Russo Serafini e Paulo Ricardo Saquete Martins-Filho. Do outro lado, alguns só colhem o mal que plantaram.


Quero aproveitar esse momento pra explicar por que eu sempre evito falar os nomes deles e expor suas peripécias. O método é simples: falas absurdas, atos apelativos, imagens repugnantes, ataques baixos. Tudo isso pra que o alvo se sinta tão ultrajado e revoltado que acabe divulgando o que eles fazem. É a velha tática da cortina de fumaça, que acompanha o bolsonarismo desde antes de chegar ao poder.


Na política, tem um jogo meio difícil de ser feito, que é o da legitimação. Quando a gente rebate eles, muitas vezes os eleva ao posto de nosso antagonista e, automaticamente, isso vira um selo de aprovação dentro da bolha deles.


Eu só mostro eles quando é tão ridículo que não conseguem colher ganho político, como agora. No resto do tempo, prefiro rebater o discurso sem premiá-los com o que eles querem. Sigo uma série de regras internas que, entre outras coisas, recusam o debate com esse tipo de figura, porque são debates que nada produzem e só alimentam a polarização. Não trazem nada de útil pra democracia, e a visibilidade que eu ganharia, eles também ganhariam.


Àqueles que produzem conhecimento, que buscam mudar de vida através do estudo, meus parabéns hoje e sempre. Minha solidariedade a todos que foram atacados. Enquanto a gente comemora a democracia e a continuidade da universidade pública e democrática, eles colhem os frutos secos das suas plantações.


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