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O Leste Sergipano dará a resposta a André Moura outra vez

Foto do escritor: André Carvalho
André Carvalho
há 11 minutos
3 min de leitura
Foto: assessoria de Yandra de André Moura
Foto: assessoria de Yandra de André Moura

André Moura (União Brasil) pode até apoiar Flávio Bolsonaro (PL), mas Pirambu, Japaratuba e o Leste Sergipano, a região que ele tenta liderar, não vão com ele não. E no vídeo que gravei, eu mostro por quê. Aqui, explico com calma.

Primeiro, vale lembrar o caminho de Moura até aqui. No primeiro turno, ele subiu no palanque do governador Fábio Mitidieri (PSD) e pediu voto no "time de André, de Jeferson, de Rogério e do presidente Lula". Perdeu a eleição pro Senado no dia 4. Doze dias depois, anunciou o apoio da Federação União Progressista a Flávio e ainda disse: "ninguém nunca me ouviu dizer que eu era do time de Lula". Ouviu, sim. Tá gravado, tá nos santinhos, tá nas carreatas.


Agora, o que importa de verdade é o que fica quando o político muda de lado. E no Leste Sergipano fica muita coisa.


O Leste Sergipano é um dos territórios de planejamento do Governo de Sergipe: Capela, Carmópolis, Divina Pastora, General Maynard, Japaratuba, Pirambu, Rosário do Catete, Santa Rosa de Lima e Siriri. São nove cidades e uns 100 mil habitantes. Nessa região, 18 mil famílias recebem o Bolsa Família. Desde 2023, foram 522 milhões de reais, uns 12 milhões todo mês girando na feira, na mercearia e na farmácia de Capela, de Japaratuba, de Pirambu. É mais Bolsa Família do que Itabaiana inteira recebe, e a população é parecida.


Na educação, Japaratuba vai ganhar um campus do Instituto Federal de Sergipe. É obra do Novo PAC, já em execução, com 15 milhões de reais. Os campi novos do IF são projetados pra atender até 1.400 estudantes, com ensino técnico e superior de graça, perto de casa, sem o jovem precisar ir morar em Aracaju. E mais de 3.200 estudantes do Leste recebem o Pé-de-Meia, que Lula criou pra segurar o jovem na escola até o fim do ensino médio. Foram 18 milhões de reais.


O Novo PAC também está construindo creche em Capela e em Carmópolis, e mais duas estão a caminho, em Divina Pastora e em Japaratuba. Japaratuba ainda vai ganhar um CAPS, pra cuidar da saúde mental, e cinco cidades da região receberam ambulância nova.


Na moradia, pelo Minha Casa Minha Vida, são 290 casas contratadas, mais 314 que estavam com a obra parada e voltaram a ser construídas, e 274 famílias financiando a casa própria pelo programa. Só em Pirambu, cidade onde Moura foi prefeito por oito anos, são mais de cem casas.


E aqui entra o ponto que mais me preocupa nessa eleição. No Leste, 3.800 idosos e pessoas com deficiência recebem o BPC, um salário mínimo por mês. A Folha revelou que a equipe econômica de Flávio discute fazer o BPC e as aposentadorias pararem de subir junto com o salário mínimo. Flávio nega, mas o plano de governo dele não garante nada. Se isso passar, quem vive do mínimo perde o aumento real, ano após ano. Numa região onde a renda da casa muitas vezes depende do benefício da avó ou do tio, isso não é detalhe técnico, é a mesa da família.


Por isso o apoio de Moura a Flávio não me preocupa. Quem estuda eleição sabe que o chefe político transfere voto pra prefeito e pra deputado, mas transfere bem menos pra presidente. Pra presidente, o eleitor do interior vota no que sente no bolso, na mesa e dentro de casa. E o eleitor sergipano já deu uma resposta a Moura no dia 4. Se ele quiser, pode voltar a ser problema do Rio de Janeiro, onde já foi secretário de governo. No dia 25, vem mais uma resposta.


Moura, a cada eleição, está de um lado. Lula nunca saiu do lado do nosso povo.



Fontes: Casa 13 (dados do MDS, MEC e Ministério das Cidades), painel do Novo PAC (Casa Civil), Folha de S.Paulo, Poder360, Fan F1 e Destaque Notícias. Leste Sergipano conforme os Territórios de Planejamento do Governo de Sergipe.

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