Se tem universidade no interior de Sergipe, é coisa de Lula

Da UFS em Itabaiana ao Instituto Federal em Poço Redondo: quem levou o ensino superior público pro interior sergipano, e quem deixou a expansão parada

Se tem universidade pública no interior de Sergipe, foi Lula quem levou. A Universidade Federal de Sergipe foi fundada em 1968 e, em 35 anos de história, nunca tinha saído da Grande Aracaju. Até 2003, o filho do agricultor do sertão, do feirante do agreste e do pescador do Baixo São Francisco só fazia faculdade pública se tivesse dinheiro pra morar na capital. Quem não tinha, ficava sem estudar.
Isso mudou com Lula (PT). Em 14 de agosto de 2006, a UFS começou as aulas em Itabaiana, o primeiro campus fora da Grande Aracaju, com 500 alunos em 10 cursos. Em 2007 foi a vez de Laranjeiras. Em novembro de 2008, o então ministro da Educação Fernando Haddad anunciou o campus de Lagarto, dentro do Reuni, o programa de expansão das universidades federais criado por Lula. O campus abriu as portas em março de 2011, todo voltado pra saúde, e hoje forma médicos, enfermeiros, dentistas e fisioterapeutas no Centro-Sul. E em novembro de 2015, com Dilma Rousseff (PT), a UFS chegou ao Alto Sertão, com o Campus do Sertão em Nossa Senhora da Glória.
E não foi só universidade. Em 2008, Lula sancionou a lei que criou os Institutos Federais. Em Sergipe, o antigo CEFET, a Escola Agrotécnica de São Cristóvão e a unidade de Lagarto viraram o IFS, e o instituto começou a se espalhar pelo estado. Com Lula, chegou a Estância, Itabaiana e Glória. Com Dilma, vieram Propriá, Tobias Barreto, Socorro e Poço Redondo. São sete campi novos de ensino técnico e superior gratuito, no interior, perto de casa.
Agora presta atenção no que veio depois. Com Michel Temer (MDB) e com Jair Bolsonaro (PL), Sergipe não ganhou nenhum campus novo, nem da UFS nem do Instituto Federal. Nenhum! Foram seis anos com a expansão parada.
Lula voltou e a expansão voltou junto. Em novembro de 2025, o MEC credenciou o campus da UFS em Estância, que começou as aulas em março deste ano com seis cursos que a universidade ainda não oferecia, 90 contratações e R$ 60 milhões pra construir a sede definitiva. No mesmo mês de março, o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou mais um campus da UFS, em Propriá, no Baixo São Francisco. E o Instituto Federal vai chegar a Japaratuba e à Zona de Expansão de Aracaju, dentro dos 100 novos campi anunciados pelo governo federal em 2024.
Faça a conta comigo. Com o PT, a UFS saiu de 2 para chegar a 8 campi, e o IFS, contando as escolas federais que já existiam, saiu de 3 para 12 unidades.
Isso pode ser traduzido como o primeiro diploma de muita família sergipana, conquistado sem sair da sua cidade. Diploma que, pra muita gente, nem existiria se tivesse que ir morar na capital. É o médico formado em Lagarto que fica atendendo em Lagarto, é o técnico formado em Glória que trabalha no sertão. Universidade e instituto federal não caem do céu, nem são favor de prefeito ou de deputado. São escolha de governo, de um governo que olha pro povo.
Por isso, no dia 25, não é só um nome na urna. É a escolha de que país a gente quer.

Fontes: Universidade Federal de Sergipe (relatórios de gestão 2004-2012 e Relato Institucional 2024); Lei nº 11.892/2008; Portal Vermelho (14/08/2006 e 13/11/2008); Ministério da Educação, credenciamento de novos campi (nov/2025) e lista dos 100 novos Institutos Federais (12/03/2024); Click Sergipe e Portal Tela (03/03/2026).



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