Lagarto deu 65% a Lula no primeiro turno e não é difícil entender o motivo

Da UFS ao Hospital de Amor, da policlínica às casas do Cidade Nova: o que o governo federal levou pra Capital Nacional da Vaquejada

Lagarto deu um chega pra lá em Gustinho Ribeiro e Fábio Reis e mostrou de que lado está. Os 65% dos votos que Lula teve na cidade não caíram do céu. Eles têm explicação, e ela pode ser vista em cada canto do município: no campus da universidade, no hospital, nas casas novas e na mesa de quem vive da roça. É o que acontece quando o povo de Lagarto, e de Sergipe, entra no orçamento.
A história começa na educação. Em novembro de 2008, o então ministro Fernando Haddad anunciou em Brasília que a Universidade Federal de Sergipe ganharia um campus em Lagarto. O anúncio fazia parte do Reuni, programa de expansão das universidades federais criado no segundo mandato de Lula. Desde então, o Campus Professor Antônio Garcia Filho forma médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas e farmacêuticos no Centro-Sul sergipano. Pra muita família, isso significou o primeiro filho com diploma de nível superior, sem precisar sair do interior pra estudar em Aracaju ou em outro estado.
A saúde é a outra marca. Quando Fábio Reis criou dificuldade pro Hospital de Amor, foi Lula quem garantiu o funcionamento da unidade e a transformou no primeiro hospital oncológico interestadual do país. Hoje, gente de vários estados chega a Lagarto pra tratar o câncer. E foi justamente no Hospital de Amor, em 29 de maio deste ano, que Lula anunciou R$ 30 milhões do Novo PAC Saúde pra construção da policlínica de Lagarto. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou a ordem de serviço.
A policlínica vai oferecer atendimento em várias especialidades e deve atender mais de 260 mil pessoas da região. Com universidade da saúde, hospital interestadual e agora a policlínica, Lagarto virou o polo de saúde do Centro-Sul, e isso tem a digital de Lula.
Na moradia, os números também falam alto. Segundo dados do governo federal, Lagarto soma mais de 1.300 casas pelo Minha Casa Minha Vida, entre as financiadas pelo FGTS e as da modalidade com recursos do Orçamento da União. Em agosto de 2025, a cidade garantiu o maior investimento do programa em Sergipe: R$ 81 milhões pra 528 casas, distribuídas nas etapas I, II e III do Cidade Nova e no Nova Vida Lagarto. O detalhe que a prefeitura não costuma destacar está na própria notícia publicada pelo município: a contrapartida municipal é de pouco mais de R$ 2,5 milhões. O resto do dinheiro é do governo Lula.
Os programas sociais e de educação chegam a milhares de famílias lagartenses. O Pé-de-Meia já pagou R$ 17,4 milhões a mais de 2.800 estudantes do ensino médio, como incentivo pra que concluam os estudos. O Bolsa Família atende 19.773 famílias no município, e mais de 38 mil pessoas recebem o botijão de graça pelo Gás do Povo. São recursos que circulam no comércio da cidade, na feira e na bodega da esquina.
Pro campo, foram R$ 89,8 milhões em crédito do Pronaf pra agricultura familiar desde 2023. É dinheiro na mão de quem planta laranja, macaxeira e feijão, de quem bota comida na mesa do sergipano. Num município em que a citricultura e a mandiocultura sustentam tantas famílias, o crédito barato faz a diferença entre plantar ou não plantar na próxima safra.
Tudo isso é pouco perto do que Lula fez e faz por Lagarto. A universidade, o hospital, a policlínica, as casas e o crédito rural são obras e programas que ficam, independentemente de quem ocupe a prefeitura ou as cadeiras de deputado. E não tem deputado bolsonarista da cidade que apague isso.




Comentários