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Cobrar coerência não é ataque ao PT

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Foto: Janaína Santos
Foto: Janaína Santos

Cobrar coerência não é ataque, e algumas poucas pessoas do PT usam esse termo quando critico a aliança do partido com a turma de Mitidieri. E são poucas pessoas mesmo, porque o petista de verdade não está feliz com essa aliança. Isso que o PT nacional está fazendo em Sergipe é uma violência grave, um ataque ao futuro do partido em Sergipe! A militância não está feliz porque criticou Fábio nos últimos anos, não porque estava sem cargo, mas porque discorda desse governo.

Eu votei em Rogério e defendi, publicamente, que o partido continuasse na oposição quando Márcio Macêdo e Eliane Aquino faziam aproximações com o governo. Fui atacado e perseguido por isso! O fiz por acreditar que Sergipe ganha com o PT na oposição a Fábio, pois Fábio não representa nossos ideais. 


O PT foi às ruas criticando Mitidieri, André Moura, Laercio Oliveira e demais membros desse governo, se apontar que não é certa essa aliança for ataque, persistirei apontando, pois, quando acertaram, eu estava do lado. Eu defendi e defendo oposição de esquerda. 


Apontar as incoerencias dessa aliança e situações vexatorias, como ter que apoiar André Moura não é ataque, é noção da realidade.


É verdade que a reeleição de Rogério é importante para Lula, porém, não podemos ignorar as contradições desnecessárias para isso. O PT mostrou ter força em 2022 e teria força agora para sustentar um palanque com voto e DIGNIDADE! Se falar dessa aliança prejudica algum candidato do PT, não é a fala que é o mal, é a aliança.


Dedico meu tempo ao debate político em Sergipe por acreditar na importância da política na vida de nossa gente, não critico o governo Fábio por birra pessoal, mas por graves discordancias ideologicas com esse modelo de gestão e com esse grupo de direita que está tomando conta de Sergipe. Eu não me importo com esses apontamentos porque é minha crença pessoal na política que me faz resistir no Sergipense. É dificil fazer oposição, é solitário e exige grandes renúncias pessoais. 


Quem faz renúncias pessoais para manter um trabalho coerente tem o direito de exigir dos políticos o mesmo. É quem vai me representar que tem que me dar motivos para elogiar, não eu que tenho que ignorar os erros para isso. Quem tá na incoerência tente convencer que o erro é necessário, não confundir críticas com ataques. O aplauso do erro é o incentivo para a derrota.

Matéria baseada na produção audiovisual do Sergipense


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