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Fábio Mitidieri fecha as portas para o diálogo com a Polícia Civil

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Foto: Jessica Nonato
Foto: Jessica Nonato

A dificuldade de diálogo com o governo de Fábio Mitidieri já não é mais um episódio isolado. Ela se tornou método. E o mais grave é que esse método não faz distinção. Não importa se é professor, delegado, auditor, médico ou policial. Se é servidor público estadual, a porta do diálogo permanece fechada.

O relato do presidente do SINPOL apenas confirma aquilo que diferentes categorias já vêm denunciando há algum tempo. Não há abertura para escuta, não há disposição para compreender as demandas e, muito menos, para negociar reivindicações. O governo não se antecipa ao conflito, ele o produz. Ao se recusar a dialogar, empurra categorias inteiras para o limite, até que a paralisação se torne o único caminho possível.


O caso do magistério é emblemático. Professores com atividades paradas não por uma escolha precipitada, mas por ausência completa de negociação. Trata-se de um padrão que se repete. Um governo que não valoriza seus servidores, que substitui concursados por vínculos precários, que evita o diálogo com trabalhadores e que, ainda assim, tenta sustentar uma narrativa que não se sustenta na prática.


E é nesse cenário que surgem contradições difíceis de ignorar. Alessandro Vieira integra esse mesmo grupo político, mesmo se colocando como alguém próximo dessas categorias. Ao seu lado, nomes como Katarina Feitoza e outros delegados que conhecem por dentro a realidade da segurança pública. Ainda assim, o silêncio prevalece.


O que se vê em Sergipe é um movimento cada vez mais comum na política. Lideranças que, diante da conveniência do poder, passam a ignorar suas próprias trajetórias. Profissionais que já estiveram do outro lado agora se calam diante de práticas que, em outro momento, seriam alvo de crítica.


No fim das contas, não se trata apenas de falta de diálogo. Trata-se de uma escolha política clara. E seus efeitos já estão sendo sentidos por quem mantém o funcionamento do Estado todos os dias.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense


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