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Denúncia: hospital público de urgência teria sido usado para cirurgia estética privada

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 24 de abr.
  • 2 min de leitura
Foto: ASCOM/SES
Foto: ASCOM/SES

Hospital público de urgência sendo usado para cirurgia plástica particular. Isso teria ocorrido mais de uma vez no Hospital Regional de Itabaiana. A denúncia foi recebida por nós e também já circula em outros veículos, apontando que o centro cirúrgico da unidade — que é voltada para atendimentos de urgência e emergência — teria sido utilizado para a realização de procedimentos estéticos particulares, com uso de toda a estrutura do SUS.

Um médico teria realizado procedimentos em uma das funcionárias do hospital e, posteriormente, uma abdominoplastia em outra paciente. E, aqui, nem é necessário entrar no debate sobre a realização de cirurgias estéticas sem fins terapêuticos dentro da rede pública, porque o ponto central já é suficientemente grave: a utilização da estrutura do SUS para atender interesses privados, no “jeitinho”, à margem de qualquer justificativa plausível.


No registro do procedimento, que apresenta rasura, consta uma correção de hérnia, e não uma abdominoplastia, o que levanta ainda mais questionamentos sobre a condução do caso. A situação gerou forte revolta entre funcionários do hospital e, após a repercussão, o diretor técnico da unidade, Samuel Rodrigues, foi exonerado.


O episódio ocorre, inclusive, em um contexto em que a própria atuação do hospital já vinha sendo questionada, especialmente após o anúncio de que a unidade passaria a realizar procedimentos como vasectomia e laqueadura, mesmo sendo um hospital de urgência e emergência que ainda enfrenta críticas por encaminhar cirurgias dessa natureza para o HUSE.


Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde não respondeu se a exoneração do diretor tem relação com o caso, limitando-se a informar que a situação está sob investigação.


"A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o caso envolvendo o Hospital Regional de Itabaiana está sob investigação e em caso de comprovação, adotará todas as providências legais cabíveis.


Informa ainda que não existe qualquer registro formal por meio da Ouvidoria ou de denúncia oficial, e que tomou conhecimento por meio da imprensa. Ainda assim, a SES reforça seu compromisso com a adoção das medidas necessárias."


É importante que, além de denunciar à imprensa, os profissionais formalizem essas situações junto aos canais oficiais do Estado. No entanto, diante de relatos recorrentes de perseguição política dentro do hospital, não é difícil compreender por que, em muitos casos, a confiança na exposição pública acaba sendo maior do que na via institucional.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense


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