No fim do mandato, Edvaldo Nogueira mantém ritmo de derrubada de árvores em Aracaju


Ao fim de seu mandato como prefeito, Edvaldo Nogueira (PDT) deixará como um dos marcos de sua gestão a ampla derrubada de árvores na capital, contribuindo diretamente para o aumento das temperaturas em Aracaju. Com poucos dias restantes para concluir sua administração, o processo de asfaltamento na cidade segue em ritmo acelerado, agora nas avenidas Visconde de Maracaju e Perimetral Oeste.
Aracaju caminha para se tornar uma cidade cada vez mais hostil ao trânsito de pedestres e ciclistas, destoando da antiga reputação de qualidade de vida que já foi motivo de orgulho para seus habitantes. Um exemplo emblemático é a avenida Hermes Fontes. Sob a justificativa de melhorar o tráfego, a gestão derrubou centenas de árvores que formavam um corredor verde e proporcionavam frescor à região. No entanto, o trânsito continua lento e caótico, e agora com o desconforto térmico causado pela ausência da arborização.
Outro ponto de grande impacto ambiental foi a intervenção na Reserva Extrativista das Mangabeiras, no bairro 17 de Março. Para construir um conjunto habitacional, a gestão optou pela derrubada das mangabeiras, ignorando alternativas que poderiam conciliar moradia com a preservação ambiental. A decisão não apenas degradou uma área ambientalmente sensível, mas também afetou a economia de famílias que dependem do extrativismo da mangaba para sua renda.
Com o término do mandato se aproximando, o ciclo de degradação ambiental continua. Na manhã desta quarta-feira, 27, os vereadores Breno Garibalde (REDE) e Ricardo Vasconcelos (PSD) denunciaram a remoção de árvores nas avenidas Visconde de Maracaju e Perimetral Oeste.
A justificativa para as intervenções é a construção de ciclovias, mas a solução adotada pela prefeitura — que inclui a remoção indiscriminada de árvores para substituí-las por asfalto e concreto — reflete falta de planejamento e desprezo pelo equilíbrio ambiental. Essa abordagem negligente torna a experiência dos ciclistas menos confortável, além de comprometer a capacidade de absorção de água pela cidade.
Esse modelo de urbanização é incompatível com a imagem de uma cidade que busca preservar sua qualidade de vida. A ausência de árvores agrava o aumento das temperaturas e torna o ato de caminhar, pedalar ou simplesmente transitar pelas ruas de Aracaju cada vez mais desconfortável. É urgente que a capital repense sua lógica de desenvolvimento urbano, priorizando soluções que integrem áreas verdes, conciliem o direito à cidade e promovam a preservação ambiental.




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