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Faltam médicos para cuidar de bebês prematuros na principal maternidade do governo Mitidieri!

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 4 de mar.
  • 2 min de leitura
Foto: César de Oliveira
Foto: César de Oliveira

Na manhã do dia 1º de março, após denúncias recorrentes, o Conselho Regional de Medicina de Sergipe e o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed) realizaram uma fiscalização na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e constataram uma situação grave justamente na unidade que é referência estadual para partos de alta complexidade e para o atendimento de prematuros extremos, ou seja, recém-nascidos que dependem de suporte intensivo para continuar vivos.

Foi encontrado um cenário de déficit na escala de médicos. Faltavam plantonistas para completar a escala das unidades de cuidados especiais para recém-nascidos, chamadas de Ucinco e Ucinca. Segundo o presidente do CRM, não havia médicos escalados para o período da tarde, sendo necessário 6 profissionais. A ausência completa só não ocorreu porque a coordenadora foi dar plantão e levou uma colega para ajudá-la.  


Isso é muito grave e ocorre através da terceirização da saúde, que sucateia a saúde e retira direitos dos trabalhadores e, consequentemente, da sociedade. Dos 91 neonatologistas da Nossa Senhora de Loures, apenas 20 são concursados e os demais são contratados via Organização Social — sem férias, sem décimo terceiro, sem licença-maternidade e demais direitos que os trabalhadores merecem. Além de um vínculo precário, os médicos denunciam perseguições e atrasos salariais. Segundo o Sindmed, os profissionais estão com os salários de dezembro, janeiro e fevereiro atrasados. 


Como ninguém quer trabalhar sem receber os salários em dia, sem direitos trabalhistas, com sobrecarga e com perseguição, os representantes médicos encontraram plantões sem especialistas com Registro de Qualificação. Com esse quadro de precarização dessa unidade, o Estado acaba por contribuir com o aumento do índice de óbitos infantis evitáveis, que vem crescendo de 2023 a 2025 aqui em Sergipe.


Apesar da contratação de médicos ter sido terceirizada para o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), a responsabilidade é do governo Mitidieri, que optou por um modelo que só serve para dar lucro aos empresários e sucatear a saúde. Quando Mitidieri terceiriza a saúde e sequer fiscaliza o que o dinheiro público está bancando, assume o risco direto de ver os índices de mortalidade infantil subir ainda mais.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense

Com informações do Sindimed


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