top of page
  • Instagram
  • Twitter

PSOL pode estar abrindo mão de ampliar sua bancada na Alese ao lançar Iran Barbosa e Doutor Emerson em disputas de baixa viabilidade eleitoral

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
Foto: reprodução/@iranbarbosaoficial
Foto: reprodução/@iranbarbosaoficial

As razões de vitórias e derrotas eleitorais costumam recair sobre os ombros dos eleitores, como resultados apenas das escolhas deles. Contudo, é preciso relembrar que o eleitor só decide depois dos partidos e, muitas vezes, não dá para remediar o que foi feito anteriormente. Para o campo ideológico que me identifico, de esquerda, as más escolhas estão ditando essa eleição. A maior parte do campo está filiando quadros de ideologias estranhas e se aliando ao projeto neoliberal de Fábio Mitidieri (PSD), deixando a esquerda de oposição com somente uma alternativa. 


O PSOL, partido que se mantém nas trincheiras da esquerda, não aproveitou a onda positiva em relação à atuação de seus principais parlamentares para se capilarizar no interior e para oxigenar os nomes que estarão nas urnas. Mas o pior erro não está no passado, mas em curso: o partido está dispersando potências em batalhas que, à luz da razão, não resultarão em vitória.


Em vez de apostar em um projeto com boas chances de sucesso, que seria a ampliação da representação na Alese, o partido tem dissipado potências em disputas que perderam o sentido dentro desta conjuntura. Iran Barbosa sairá ao senado e Doutor Emerson irá disputar a câmara federal.


Sobre Iran: é um excelente nome, mas já ficou para trás em relação aos demais pré-candidatos, fazendo uma pré-campanha tão discreta que sequer teve efeitos sobre o nicho específico da esquerda. Ele dificilmente será candidato do Lula (PT) pragmático que abraçou o neoliberal Mitidieri. Num cenário em que nomes como André Davi, André Moura, Rogério Carvalho, Eduardo Amorim e outros já ocupam espaço consolidado, Iran enfrentaria enorme dificuldade para romper a lógica do voto útil entre o eleitorado progressista.


A ida de Emerson para a disputa da Câmara Federal, outro excelente nome, também não parece auspiciosa. Nas eleições proporcionais, uma votação expressiva individual pode não ser suficiente quando o partido não reúne uma chapa capaz de atingir o quociente eleitoral, que deve girar em torno de 140 mil votos. 


Esses dois nomes dialogam com eleitores distintos dos que Linda Brasil e Sônia Meire, candidatas à Alese, costumam atrair. Iran é nome antigo do magistério, com histórico de grande adesão eleitoral por parte dessa classe e com maior entrada no interior do estado. Emerson conversa com um eleitor de centro que poderá optar por candidatos de outros partidos. 


Com Iran e Emerson indo para essas duas candidaturas, não estará o PSOL mirando para cima, mas abrindo mão de construir, hoje, um futuro com mais condições de o partido disputar mais espaços de poder e de defesa de nossa gente. 


Tê-los em Brasília enriqueceria muito nossa representação e, se mantendo essa opção, farão campanhas com ótimos debates, mas, não podemos ignorar a atual conjuntura e dizer que há grandes chances de vitória. Por não ser filiado ao partido, resta a mim torcer para que Sergipe tenha, pelo menos, uma Alese com mais vozes diversas e que, antes do eleitor decidir, que o PSOL pondere o que deixará para o eleitor decidir.


Comentários


bottom of page