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Bolsonaro veta Valmir de Francisquinho na presidência do PL, que deve, junto com Emília Corrêa, ir para o Republicanos

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 29 de ago.
  • 2 min de leitura
Foto: Ronald Almeida
Foto: Ronald Almeida

Valmir de Francisquinho deve sair do PL após ter seu nome vetado por Jair Bolsonaro para a presidência estadual do partido. A decisão do ex-presidente expõe a falta de autonomia da sigla em Sergipe e mostra a opção pela entrega do partido ao setor mais radicalizado do partido, capitaneado por Rodrigo Valadares (União).


O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, teve seu nome vetado diretamente por Jair Bolsonaro e não presidirá o partido em Sergipe, que deverá ser entregue para o setor mais radicalizado do bolsonarismo. Além de Valmir, prefeitos do interior, os irmãos Amorim e a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, também devem deixar a legenda. 


Seguindo a direção dada pelo ex-presidente, Rodrigo Valadares deve ditar os rumos do partido em Sergipe e, possivelmente, indicar Moana Valadares como presidenta estadual do PL enquanto o esposo aguarda a janela partidária para deixar o União Brasil. Hoje, o diretório da capital já é presidido por um representante mais fervoroso e “caricato” do bolsonarismo, o vereador Lúcio Flavio.


Sob eminente risco de prisão, Bolsonaro parece entender mais seguro aprofundar a ideologização do partido. Em vez de manter o PL competitivo em Sergipe, felizmente, prefere entregá-lo a quem não tem capacidade de articulação política. Rodrigo Valadares, por exemplo, patina na sua tentativa de se viabilizar como candidato ao Senado e já não deve contar com os palanques influenciados por Valmir no Agreste.


Segundo uma fonte ouvida pelo Sergipense, Valmir já confidenciou que deixaria a sigla justamente por acreditar ser sua articulação que mantém o PL competitivo no estado. Na sua visão, com Rodrigo no comando, o partido não terá fôlego sequer para montar chapas proporcionais exitosas para estadual e federal.


Emília Corrêa, por sua vez, também estaria de malas prontas para o Republicanos. Além de não enxergar em Rodrigo um líder capaz, a prefeita se incomoda com as cobranças internas por alinhamento total à agenda bolsonarista — inclusive vindas de figuras nacionais.


Com a saída de Valmir e Emília, Bolsonaro, que caminha para ser preso nos próximos meses, se torna ainda mais irrelevante em Sergipe. Emília, pelo seu perfil antipetista, dificilmente apoiará Lula, mas Valmir poderia até construir algum diálogo. De toda forma, o enfraquecimento do PL reduz drasticamente a chance de o bolsonarismo montar um palanque robusto no estado e, de quebra, retira da extrema-direita a capacidade de coagir lideranças locais a sair em defesa do ex-presidente.

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