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Mulheres ficam de fora da disputa ao senado por Sergipe

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 2 de mar.
  • 2 min de leitura
Foto: Ana Lícia Menezes
Foto: Ana Lícia Menezes

A política sergipana caminha para mais uma eleição majoritária sem apresentar mulheres como protagonistas na disputa pelos cargos mais altos. Dos nove nomes colocados até agora como pré-candidatos ao Senado, nenhum é mulher. Entre eles estão, pelo campo da direita, Rodrigo Valadares, Capitão Rocha, Eduardo Amorim, Alessandro Vieira, André Moura e Adailton Sousa. Pelo campo da esquerda, aparecem Rogério Carvalho, Edvaldo Nogueira e Iran Barbosa.

A ausência feminina não se restringe ao Senado. Entre os nomes já lançados como pré-candidatos ao Governo do Estado ou à vice-governadoria, também não há mulheres. O dado revela um padrão: a disputa majoritária continua sendo ocupada exclusivamente por homens, independentemente do espectro ideológico.


A defesa da participação feminina costuma ganhar força nos discursos, sobretudo em períodos eleitorais. Fala-se em representatividade, em ampliação de espaços e em igualdade. No entanto, na prática, a presença das mulheres é frequentemente limitada ao cumprimento da exigência legal de no mínimo 30% de candidaturas femininas nas chapas proporcionais — regra que, embora importante, não resolve a sub-representação nos cargos de maior poder político.


Esse movimento se repete em diferentes grupos partidários. Mulheres, assim como jovens e negros, muitas vezes são lembrados como eleitorado estratégico ou como parte de composições secundárias, mas raramente aparecem como protagonistas nas decisões centrais e nas disputas de maior visibilidade.


No âmbito do governo estadual, há iniciativas voltadas à mobilização do eleitorado feminino, como o movimento “Elas com Fábio”, ligado ao governador Fábio Mitidieri. O nome sugere aproximação com as mulheres, mas a ausência de candidaturas femininas nas posições majoritárias reforça a percepção de que a participação política feminina ainda encontra barreiras quando se trata de ocupar os espaços mais altos de poder — especialmente quando não envolve nomes já consolidados ou pertencentes a grupos familiares tradicionais.


O cenário indica que, mais uma vez, a discussão sobre o papel das mulheres na política sergipana permanece forte no discurso, mas limitada na prática das decisões partidárias.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense


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