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Disputa por liderança e Rodrigo Valadares colocam em risco a oposição de direita em Sergipe

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 4 minutos
  • 2 min de leitura
Foto: assessoria de Emília Corrêa
Foto: assessoria de Emília Corrêa

Valmir de Francisquinho e Emília Corrêa, ambos do Republicanos, são hoje os nomes da oposição a Fábio Mitidieri (PSD) com maior densidade eleitoral em Sergipe. São, na prática, os únicos que reúnem capacidade e disposição para enfrentar o projeto de reeleição do governador — na esquerda há quadros com capacidade, mas sem vontade. Ainda assim, as entrevistas mais recentes dos dois expõem uma má-vontade explícita em fazer política juntos.


Nas falas, ficou evidente o incômodo sobre quem comanda o grupo e, sobretudo, sobre a pré-candidatura de Rodrigo Valadares (União). Emília não deve deixar de apoiar Eduardo Amorim (Republicanos) ao Senado e, embora repita que “está num grupo”, dá sinais de ter fechado uma chapa ao Senado com Rodrigo Valadares sem qualquer diálogo com os demais atores.


É aí que surgem os problemas. Valmir tem um atrito público e profundo com Rodrigo Valadares — conflito que, inclusive, levou Valmir, a família Amorim e a própria Emília a deixarem o PL e migrarem para o Republicanos. Além disso, Valmir já havia lançado Adailton Souza como seu pré-candidato ao Senado. Nada disso parece ter sido considerado.


Emília passou a reivindicar uma liderança que não possui e decidiu de forma individualista — termo que ela própria usou para criticar o vice-prefeito — seus planos para 2026. O ponto central é simples: Emília e Valmir não têm relação de líder e liderado. Nenhum indicou nomes do outro, nenhum depende politicamente do outro e ambos têm pesos semelhantes dentro da política sergipana.


É verdade que Emília dispõe de mais recursos e cargos, por comandar a Prefeitura de Aracaju, além de bom desempenho nas pesquisas ao governo. Valmir, por sua vez, tem menos cargos, mas compensa com credibilidade junto à classe política, rede de apoio mais sólida e desempenho competitivo nas pesquisas. Na balança política, os pesos se equivalem.


Por isso, surpreende que o atrito tenha como gatilho Rodrigo Valadares. Segundo diversas fontes, há queixas recorrentes de Emília em relação ao deputado e à sua esposa por pressões constantes sobre a gestão. Há relatos de cobranças e até ameaças políticas para que a prefeita demonstre alinhamento público à família Bolsonaro e à agenda bolsonarista, como no episódio da militarização das escolas. Diante desse contexto, soa estranho que Emília arrisque a construção da própria força política em função de alguém que a constrange.


Em resumo, ninguém lidera ninguém e, se não houver um choque de realidade, esse grupo tende à implosão. Emília já descartou o vice-prefeito e governa cercada por quem ocupa cargos na prefeitura, enquanto faz política com o governador. Se não demonstrar habilidade, pode se isolar e se tornar ainda mais dependente dos acordos conduzidos por Edvan Amorim para seguir fazendo política.


Valmir, por sua vez, mesmo perdendo o cenário ideal, sem o apoio de Emília aparenta ter maior mobilidade ideológica para buscar novos aliados e, como já dito anteriormente, conta com uma rede de apoio própria que caminha com ele. Enquanto isso, Mitidieri assiste ao único campo de oposição que lançou nomes ao governo se desmanchar.

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