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Enquanto catadoras de mangaba perdem terreno, a classe política sergipana silencia

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura
Foto: reprodução
Foto: reprodução

Vão tirar o terreno das catadoras de mangaba com esse tipo de argumento: herói da capa preta com tridente nas costas…. O grupo político de Airton Martins está cometendo uma grande violência contra essas trabalhadoras e contra o meio ambiente, enquanto isso, a classe política do estado fecha os olhos porque quer o apoio do prefeito. Enquanto isso acontece, quem poderia ajudar simplesmente silencia. 

O Sergipense entrou em contato com a secretaria comandada por Erica Mitidieri, questionando se a pasta iria intermediar as negociações, visto os riscos que essas mulheres estão passando e a função da pasta. De 25 de junho até hoje ela não deu retorno. O prefeito da Barra é do partido de Erica e apoia a reeleição do governador Fábio Mitidieri. Como Erica, temos Alessandro Vieira e Rogério Carvalho, que são apoiados pelo prefeito, que também silenciam. Entre o bem do povo e o apoio do prefeito, o apoio do prefeito parece ser mais importante. 


Os vereadores do PSD, partido do governador Fábio Mitidieri; do PSB, partido de Cláudio Mitidieri; do PP, de Laércio Oliveira; do União Brasil, de André Moura; além de vereadores do Podemos e do PL de Rodrigo Valadares atuaram contra os interesses das catadoras. Uma do PL e outro do Podemos foram os únicos que saíram em defesa das trabalhadoras. 


Aprovaram a urgência e votarão o projeto nesta quinta-feira. O texto diz direcionar o terreno para habitações que sequer estavam em discussão e não temos nenhum projeto. Parece ser engodo para reconhecer como pertencente à Construcenter justamente a parte do terreno que dá acesso ao litoral. Isso contrasta com a lei de doação aprovada anteriormente, que dizia expressamente que a área fazia limite com o oceano.

Há detalhes sobre o caso em publicações anteriores no Sergipense.  


A decisão pode ser do prefeito, mas esses políticos que se omitem por aliança eleitoral precisam ser cobrados. É melhor lutarmos antes que seja tarde. E esse caso deve chamar atenção para a quantidade de condomínios que estão desmatando a vegetação nativa da Barra. A origem desses terrenos, a forma como a prefeitura atua como facilitadora do desmatamento, a negligência sobre a privatização do acesso à praia. Enfim, a Barra tá mudando para ser boa para poucos.


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