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Mitidieri mira Valmir, mas acaba atacando os marchantes

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 16 minutos
  • 2 min de leitura
Foto: assessoria de Yandra de André Moura
Foto: assessoria de Yandra de André Moura

"Sergipe quer um governador, Sergipe não quer um marchante", disse Fábio Mitidieri, e essa fala me incomodou porque minha mãe foi marchante, junto com a família de Tio Zé Soares. Abatiam porco e carneiro pra vender aqui em Aracaju, e eu ajudava, virando tripa com uma varinha pra limpeza. Fábio podia ter atacado o adversário, mas preferiu atacar um trabalho que sustenta famílias – como já sustentou a minha. 

Meu objetivo não é defender Valmir aqui, até porque meu projeto pra governo é o do PSOL, com Helton, mas não dá pra deixar passar um ataque desses ao trabalhador. No meu time tem um operário pra presidente, um médico e uma líder quilombola pro governo, uma ex-prostituta e mestra em educação pra Alese, um professor pro Senado. Não escolhi nenhum deles pelo currículo acadêmico. Escolhi porque representam uma luta na qual eu acredito!


Como Lula disse durante participação no Roda Viva em 1989, a grande questão  é diploma não resolve o problema do país, e sim a afinidade política com o povo. E é deveria ser esse o foco da discussão política, e não a origem ou ocupação profisssional das pessoas.


Fábio erra ao ofender, de novo, a figura do trabalhador. E erra pior ao repetir o mesmo argumento usado, até hoje, pra tentar deslegitimar o melhor presidente da história desse país.


Na UnB, eu escutava gente de direita defender que só quem tem diploma superior deveria poder ser político — e tinha quem concordasse na hora. Mas isso é só mais uma face de um país que ainda estranha ver o trabalhador ocupando o poder. Espero que Fábio reveja o posicionamento. Que ataque o adversário sem atacar os trabalhadores.


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