Professores excluídos do serviço público enquanto Mitidieri tenta convencer o povo de que é o governador dos concursos
- André Carvalho

- há 2 horas
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Professores excluídos do serviço público enquanto o governador tenta convencer o povo de que é o governador dos concursos. Mas adianta falar que é o governador dos concursos enquanto não convoca aprovados e faz estratégias para manter um enorme número de contratados no serviço público?
Somente na rede estadual de educação há um déficit de mais de 3 mil profissionais, sendo suprido por contratos precários. No último concurso, o governo elaborou uma cláusula que limita muito o chamado “cadastro reserva”, aquele número de profissionais que são classificados como aprovados num concurso, mas que sua convocação depende da demanda do Estado, além das vagas imediatas previstas no edital.
Ou seja, mesmo tendo uma demanda muito maior de profissionais concursados, o governo optou por um modelo que trata a cobrança dos aprovados como impasse jurídico inapelável, e não uma decisão política de um governador que parece ter predileção por funcionários contratados e passíveis de demissão imediata.
O concurso já foi criticado aqui por prever apenas 300 vagas imediatas. Na regional de Itabaiana, por exemplo, eram apenas 2 vagas imediatas para Biologia no edital, para língua portuguesa, e 3 vagas. Além das 300 vagas, havia uma previsão de apenas 800 professores em cadastro reserva. Se já era pouco, representantes dos aprovados denunciam que, dos 1.414 candidatos considerados tecnicamente aptos e aprovados, com a aplicação da cláusula de barreira, 642 profissionais foram desclassificados, restando apenas 772 aprovados.
O governador costuma se apresentar como o governador dos concursos. Mas concurso público não se mede apenas pela quantidade de editais publicados. Também se mede pela quantidade de servidores efetivamente convocados e pela substituição de contratos precários por servidores concursados. Enquanto a rede estadual continua com um déficit de milhares de professores e também de profissionais da saúde, o governo Mitidieri mantém um modelo que limita a ampliação do quadro efetivo e preserva a dependência de vínculos precários, sujeitos à dispensa e mais vulneráveis a pressões políticas. Para quem sonha com uma carreira no serviço público, essa é mais uma frustração.




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