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Rio exonera 638 cargos e atinge secretaria que foi comandada por André Moura

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 22 de abr.
  • 2 min de leitura
Foto: Governo do RJ
Foto: Governo do RJ

O governo do Rio de Janeiro promoveu, nas últimas semanas, uma série de exonerações que já somam 638 cargos, incluindo casos de servidores que, segundo apurações, não estariam em efetiva atividade. O episódio, embora localizado em outro estado, tem repercussões políticas que interessam diretamente a Sergipe.

Isso porque a Secretaria de Governo — uma das principais estruturas da administração estadual e alvo central das exonerações — foi comandada até março por André Moura, aliado político do governador sergipano Fábio Mitidieri.


De acordo com reportagem do g1, as exonerações foram conduzidas pelo governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto, e atingem cargos vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e ao Gabinete do Governador. A estimativa é de que a medida gere uma economia de cerca de R$ 30 milhões por ano aos cofres públicos.


Os primeiros cortes ocorreram ainda nos dias 16 e 17 de abril, quando mais de 500 exonerações foram publicadas no Diário Oficial. Parte significativa dessas vagas estava ligada justamente à estrutura da Secretaria de Governo, que havia sido liderada por André Moura semanas antes.


Segundo a apuração, as medidas fazem parte de um processo mais amplo de reestruturação administrativa e auditoria interna. Levantamentos indicam a existência de cargos ocupados por pessoas que não estariam exercendo suas funções, os chamados “servidores fantasmas”, além de nomeações com perfil político, como candidatos não eleitos deslocados para funções públicas.


O contexto político do Rio de Janeiro também contribui para a dimensão do caso. O estado atravessa um momento de instabilidade administrativa, com mudanças no comando do Executivo e uma revisão mais ampla da máquina pública. A atual gestão interina tem adotado medidas de enxugamento, revisão de contratos e reorganização de estruturas internas.


Nesse cenário, ganha relevância o fato de que parte dessas nomeações ocorreu durante a gestão de André Moura à frente da Secretaria de Governo. Embora as exonerações estejam sendo conduzidas pela atual administração, o histórico recente da pasta passa a ser inevitavelmente questionado.


Para Sergipe, por ter sido na gestão de Moura que boa parte desses funcionários foram nomeados, é importante acompanhar os desdobramentos de todo esse imbróglio no Rio de Janeiro.

Matéria derivada da produção audiovisual do Sergipense


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