Abraçada ao bolsonarismo: Emília Corrêa declara apoio a Flávio Bolsonaro


A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Pelo visto, a Leoa não é tão rival do tigrinho como pensávamos. O detalhe é que, em 2024, a mesma Emília evitou ao máximo aparecer ao lado de Bolsonaro. Mesmo filiada ao partido dele, ela fugiu dos acenos ao bolsonarismo porque as pesquisas internas mostravam que o eleitor de Aracaju rejeitava a figura do ex-presidente.
Para ganhar a cidade, escondeu o pai. Agora, eleita, pede voto para o filho.
E pede voto num momento simbólico. O governo Lula (PT) editou uma Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil, e os aplicativos saíram do ar no dia 6 de outubro. A MP ainda precisa passar pelo Congresso, e quem governar o país a partir do ano que vem vai pesar no destino dela. A prefeita quer eleger um presidente que pode trazer o vício novamente para a mesa das famílias.
E nem tá tão preocupada com Aracaju, porque é o governo Lula que tá ajudando ela a resolver a falta de creches aqui. Foram R$ 17 milhões em repasses federais para a construção de 4 novas creches na capital, duas delas já em licitação, nos bairros Aruana e Areia Branca, no padrão do FNDE.
A prefeita que se diz preocupada com as famílias quer um presidente que é contra um trabalhador ter dois dias de folga, ou seja, menos tempo com a família. A proposta que Flávio defende, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha dele, mantém a escala 6x1 e troca o debate sobre descanso por uma suposta liberdade de negociar sozinho com o patrão.
Além disso, Emília, que deveria se preocupar com o desenvolvimento de Sergipe, está apoiando um candidato à Presidência que é representante de um governo que retirou investimentos do estado, que não tem nenhum feito em Sergipe além das sequelas da pandemia. Foi nesse período que a Petrobras vendeu todos os seus campos em terra em Sergipe, parou as plataformas de águas rasas e arrendou a Fafen.
O cenário hoje é outro. A Fafen voltou a produzir fertilizantes, e a Petrobras anunciou R$ 72,5 bilhões em investimentos em Sergipe, com duas novas plataformas em águas profundas. Lula trará o VLT para a Grande Aracaju, ampliou o programa Agora Tem Especialistas e tantos outros avanços que a gente sabe que Flávio não trará, porque o pai não trouxe e ainda tirou o que tínhamos.
São vitórias que Sergipe custou a conseguir, principalmente as relativas à Petrobras, pelo tamanho do desmonte realizado no governo Bolsonaro. Mas, para Emília, pelo visto, nada disso importa.
Em 2024, Emília pediu o voto de Aracaju escondendo o bolsonarismo. Em 2026, escolheu o bolsonarismo e deixou Aracaju de lado. É bom que 2028 tá logo ali, Emília, e o eleitor não vai se esquecer do que você andou aprontando.




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