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Mitidieri quer Lula no palanque, mas não quer o PT

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • há 5 minutos
  • 2 min de leitura

Foto: Júlio Dutra
Foto: Júlio Dutra

Em Sergipe, até o mais ignóbil político sabe que ter Lula no palanque significa ser ajudado pelo presidente — e não o contrário. Quando Fábio Mitidieri (PSD) afirma estar receptivo a pedir votos para Lula em Sergipe, ele o faz sendo receptivo a ideia de usar a imagem de Lula para pedir votos para si. Se Mitidieri se preocupasse com algo relacionado a Lula, não teria eleito o bolsonarista Laércio Oliveira (PP) para o senado em 2022 e não teria em André Moura (União) sua aposta ao senado nesta eleição. 


Se em Sergipe Lula tivesse a rejeição que tem em estados do Sul, como no Paraná, Mitidieri maldiria o presidente e não teria dificuldade em arrumar argumentos para se mostrar diferente do líder petista. Fábio, dentre outras coisas, é privatista e tem uma visão de Estado que nega estabilidade aos servidores para priorizar empregos mediante terceirização —  mais fáceis de usar politicamente indicando pessoas em troca de voto e apoio.


Apesar de Lula ser forte e trazer votos em Sergipe, o peso de apoiá-lo está no PT local e isso Mitidieri não quer. Poderia até ser compreensível o governador não querer apoiar Rogério Carvalho (PT) ao senado pelos embates que tiveram num passado recente, porém, Fábio também parece não querer o peso de carregar Eliane Aquino (PT) e Márcio Macêdo (PT).


Apesar de Rogério e Candisse Carvalho (PT) pouparem o governador de críticas ao longo de 2025, distanciando-se dos embates de um passado recente, Rogério não tem prefeitos para levar ao palanque de Mitidieri e ainda carrega rejeição em setores do eleitorado que o governador precisa disputar.


Se Rogério não leva palanques, muito menos Márcio e Eliane. A dupla esteve dando suporte ao governo local em Brasília durante o governo Lula em vez de construir seus próprios projetos políticos. Hoje, ter Márcio no palanque significa ter a dor de cabeça de realocar apoios que iriam para outros pré-candidatos a deputado federal e isso gera confusões muito maiores do que os possíveis benefícios. 


Lula entrar no bonde de André Moura e Laércio Oliveira significa fortalecer esse grupo que o tornará refém em Brasília. Lamento que seja isso em debate e não o fortalecimento de uma esquerda que o defenderia. Concluo que se o PT tivesse uma pré-candidatura ao governo que ameaçasse ir para o segundo turno, Fábio teria um motivo e um argumento para abrir espaço para o partido em suas chapas, porém, passa longe de ter. Do PT local Mitidieri já ganhou o que precisava.


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