Prefeito de Japoatã tenta silenciar jovens com assédio jurídico após críticas por abandono estatal
- André Carvalho

- 22 de jul.
- 2 min de leitura

Um vídeo publicado no Instagram do Sergipense tem repercutido ao expor uma grave tentativa de silenciamento por parte do prefeito de Japoatã, Careca da Samam (PDT). O gestor municipal recorreu a uma intimação judicial contra jovens de um povoado que, em vídeo, cobravam melhorias para a comunidade — marcada por abandono e ausência de políticas públicas básicas.
A motivação da intimação impressiona pelo nível de desproporcionalidade: o prefeito teria se sentido ofendido após uma jovem pedir, no vídeo, que ele “tomasse vergonha na cara”. A cobrança, feita por moradores que convivem diariamente com o descaso, foi interpretada pelo gestor como ataque pessoal e sua resposta foi acionar os jovens judicialmente, exigindo retratação pública.
A postura do prefeito, aliado político de André Moura (União Brasil) e do governador Fábio Mitidieri (PSD), se distancia completamente do que se espera de uma autoridade pública em ambiente democrático. Em vez de responder às críticas com ações concretas e diálogo, o prefeito opta pelo assédio jurídico; uma prática que tenta calar a juventude e inibir o direito constitucional à liberdade de expressão.
Cidadãos têm o direito de cobrar e se manifestar diante do abandono e da negligência do poder público. É inadmissível que o peso da máquina estatal seja usado para perseguir quem somente exige dignidade. O episódio revela um autoritarismo que não pode mais ter espaço na política brasileira.
A postura do prefeito merece amplo repúdio e deve ser debatida com seriedade. Em uma democracia, críticas legítimas não devem ser tratadas como crime. O que deveria ofender é a realidade enfrentada por esses jovens e não a forma sincera com que a denunciaram.






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