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Se a direita quiser fazer oposição de verdade, é melhor esquecer Thiago de Joaldo e apostar em Georgeo Passos

  • Foto do escritor: André Carvalho
    André Carvalho
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Foto: assessoria parlamentar
Foto: assessoria parlamentar

Thiago de Joaldo (PP) se apresenta como pré-candidato ao governo de Sergipe, caso Valmir de Francisquinho (PL) seja impedido — cenário provável pelas últimas movimentações jurídicas. Apesar de se colocar como um contraponto a Fábio Mitidieri (PSD) nos últimos meses, Thiago foi eleito no grupo de Mitidieri em 2022 e só saiu para a oposição por não contar com prestígio no agrupamento. 


A diferença ideológica entre Fábio Mitidieri e Thiago de Joaldo é mínima, se não inexistente. Thiago pode ser, inclusive, um nome ainda mais neoliberal que o atual governador, ideologicamente alinhado a uma agenda de desmonte do Estado e precarização do serviço público. Thiago votou a favor da PEC da Blindagem e na urgência da anistia, assinou a PEC que visa fazer uma reforma administrativa que escancara as portas para a terceirização do serviço público e constantemente vota favoravelmente a pautas que protegem os mais ricos em detrimento da classe trabalhadora. 


Thiago de Joaldo não representa uma ruptura com a política da família Mitidieri, sendo um produto político similar cujo mandato é fruto direto da mesma coalizão de forças que elegeu Mitidieri governador. O afastamento entre ele e o governador não é produto de nobreza política, mas de frustração acerca do espaço político que obteve do atual governador.


No campo à direita da política sergipana, o nome que surgiu como uma alternativa real ao projeto de Mitidieri foi o de Georgeo Passos (Cidadania). Apesar de ser mais um herdeiro político, Georgeo mantém uma postura coerente em seu mandato, fazendo oposição por ideologia e não por ter se frustrado em negociações por espaços políticos. Georgeo, embora seja de centro-direita, tem demonstrado mais coerência na defesa do serviço público e dos direitos dos trabalhadores do que figuras do próprio campo progressista, como Chico do Correio (PT) e Márcio Macêdo (PT).


Por não compactar com discursos bolsonaristas, poderia colocar na eleição debates fundamentais que são caros ao povo. Na Alese, é recorrente ver Georgeo e Linda Brasil (PSOL) formando dobradinhas em pautas relevantes para nossa gente. Portanto, se o objetivo da centro-direita é viabilizar uma alternativa real, com uma plataforma que realmente faça oposição a Mitidieri, é imperativo esquecer a ideia de promover um excluído por frustração política e investir num deputado que tem demonstrado oposição qualificada e consistente, sem flertar com extremismos.


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